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Posts Tagged ‘regime militar’

Escrito por Karen Neugebauer Yamada 

e enviado por Nerval da Costa 

“Muito tem se falado a respeito da ‘ditadura’ no Brasil, que muitos eram torturados, aliás, esses que reclamam das torturas são os mesmos que estão no poder e que de forma direta estão matando o povo brasileiro!

Eu vivi o final da ‘ditadura’, estudei em grupo escolar e ginásio estadual, onde não havia diferença entre filho de rico ou filho de pobre; todas as crianças do bairro estudavam na mesma escola. 

Aprendi no 1o grau o que hoje não se ensina no 2o. A ordem, quando chegava algum colega de uma escola particular, era: “Estuda mesmo, senão você vai repetir”!… E repetíamos sim, por um décimo de ponto! Só passava de ano se soubesse a matéria na ‘ponta da língua’.

Nas aulas de História aprendíamos sobre as grandes civilizações da antiguidade, a história do mundo, as grandes invenções, descobertas e conquistas da humanidade… não sobre a União Soviética.

Nas aulas de Geografia estudávamos o mapa mundi, tipos de solo, distribuição demográfica, agricultura e pecuária. Sabíamos todas as capitais do mundo… não o tamanho territorial dos países comunistas. Estudávamos, além das matérias clássicas, religião, música, espanhol, inglês, francês, desenho, geometria, artes, Educação Moral e Cívica e OSPB (onde aprendemos os verdadeiros valores civis).

Nas ruas andávamos com tranquilidade, não existia esta violência que nos consome. Drogas?! Tudo se resumia à maconha, que nós sabíamos que existia, mas não fazia parte de nossas vidas. Nosso lado rebelde se resumia a dar uma tragada rapidinha em algum cigarro “comunitário” no banheiro da escola e ouvir “Je t’aime moi non plus” escondido.

Nos levantávamos quando o professor entrava na classe. Sabíamos o Hino Nacional inteirinho! Ir para a diretoria era uma vergonha… Responder aos pais e professores? Nem pensar!

Apanhávamos sim, e muito (minha mãe tinha até um “rabo de Tatu”, uma espécie de chicotinho), e nem por isso ficamos traumatizados. Por falar em traumas, sabia que em todos os colégios havia uma psicóloga para alunos estressados? Sabe que tínhamos dentistas nos colégios? Na infância, meus dentes foram tratados assim. Havia também a merenda escolar para todos os alunos, e até hoje eu sinto o cheiro delicioso do recreio. 

Em casa, depois da janta, lá pelas 8 horas, nós, as crianças da rua, nos reuníamos para jogar ‘queimada’, e a turma ia aumentado a cada minuto. Enquanto isto, no portão, nossos pais conversavam com algum vizinho. A brincadeira podia se estender até às 11 horas ou terminar a qualquer momento, bastando as mães chamarem pelo nome, seguido de um “já prá dentro!”

Ninguém reclamava, todos obedeciam na hora! De manhã bastava abrir a porta e pegar o pão e o leite encostadinhos no batente. Eram entregues de madrugada pelo leiteiro, e nunca roubados, apesar dos portões baixinhos e somente encostados. Tínhamos hora marcada para chegar, e hora marcada para ligar para casa ou para o fone de algum vizinho, avisando que estava tudo bem durante nossa saída. E ái se não ligássemos!

Mesmo com nossos 20 anos tínhamos hora para voltar. Respeitávamos nossos pais e mesmo querendo bater o pé ninguém desobedecia. Todos nós fazíamos nossos programas e passeios, mas 11 da noite era a hora limite para estarmos em casa. Hoje, qualquer criança de 15 anos está saindo à meia noite sem hora para chegar. E ái dos pais que disserem não… vão apanhar dos filhos, graças ao maldito ECA (Estatuto da Criança e Adolescente)!

Éramos assaltados sim, mas bastava gritar “pega ladrão” e o bandido estaria longe em um segundo. Nas ruas o patrulhamento era constante, dia e noite… cruzávamos com a polícia a cada esquina. Traficantes na porta da escola e na favela? Nunca! A favela era o lugar onde moravam os mais pobres, os que não tinham uma casa de verdade; mas entrávamos e saíamos dela a qualquer momento, pois muitos amiguinhos e colegas de classe moravam lá.

Estudávamos muito para entrar numa faculdade. Cotas? De jeito nenhum, isso não existia. O que valia era o “estudou, passou”… o governo não dava este tipo de esmola preconceituosa e racista. Negros e brancos sempre tiveram a mesma capacidade intelectual mas, em minha opinião, os negros ganhavam dos brancos por seu espetacular condicionamento físico, além de seus dentes lindos e fortes. 

Aprendemos respeitar os mais velhos, respeito à hierarquia familiar, escolar e social. Havia a censura sim, mas isto não nos afetava… éramos uma família comum, vivendo num bairro comum, com outras pessoas comuns. Eu ouvia falar, mas nunca conheci alguém que tenha sofrido por causa dos militares… creio que por não termos qualquer contato com guerrilheiros, comunistas e terroristas.

E assim foi o “negro” (?) período da “Ditadura Militar” em nosso Brasil. Muitos temeram? Claro que sim, os mesmos que hoje nos ameaçam com a fome, a miséria, o despojamento de nossos bens, a retirada de nosso direito de ir e vir, a violência, a incultura, o impedimento de nossa fé, a imoralidade, a mentira e o despudor!

Então pense bem no passado verde e amarelo e no futuro ameaçado que poderá ser vermelho!”
Minha consideração 
Eu vi também esta época e não tem comparação com este momento histórico contemporâneo. 

Vivemos sob uma DITADURA SOCIALISTA disfarçada de democracia, e temo pelos nossos filhos e netos que não conheceram a vida que tivemos no regime militar.

Por isto publiquei este texto enviado a mim pelo amigo Nerval da Costa, a fim de deixar registrado o passado que tivemos e que fique no imaginário coletivo o sabor do que não volta mais, exceto se todos nós cristãos brasileiros lutarmos com ‘unhas e dentes’ para remover este SOCIALISMO BOLIVARIANO do Brasil! 

Falarmos com cada irmão da igreja, amigo do bairro, trabalho, escola, parente, que venham às ruas dia 31 de Julho, gritar 

pelo impeachment Dilma Rousseff!;

pelo impeachment deste STF bolivariano;

pela cassação dos partidos socialistas e comunistas anticristãos no Brasil; e

pela intervenção militar constitucional até que tenhamos varrido está choldra do nosso país varonil, verde e amarelo, cristão e sem lutas de classes, solidário, como sempre foi. 

Faça como a irmã Karen Neugebauer Yamada e não tenha medo de mostrar sua posição contrária a esta decadência que fomos mergulhados! 

Compartilhe este texto aos amigos. Deus abençoe esta nação!  

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